Uma manhã normal. Foi assim que começou o dia do nosso colega que aqui chamarei de Tufão. Ele não fazia ideia do que o aguardava.
Pegou suas coisas, foi para o quarteirão, trabalho de tratamento normal, repetitivo, afinal somos "Agentes de Vigilância em Dengue".
Entrou numa das casas, uma moça o atendeu e ele fez a vistoria acompanhado por ela exceto pela caixa d'água já que ele teve que subir sozinho na lage. Ao descer, Tufão não encontrou a moça, foi aí que ele percebeu um senhor sentado numa poltrona com o olhar vazio.
Querendo terminar logo o serviço e sair, Tufão falou com o velho e como ele não respondia, pôs a mão no ombro do homem afim de chamar sua atenção.
Esse foi seu grande erro. O velho estava morto, durinho da silva!
Tamanho foi o susto que Tufão quase derrubou o cadáver. Soltou um grito e começou a chamar por socorro. Logo apareceu a moça que o havia recebido junto com outras pessoas. Acontece que ela percebeu o falecimento do avô enquanto Tufão vistoriava a caixa d'água e saiu para avisar os vizinhos.
Não podia ao menos ter lembrado de avisar ao coitado do ACE?
quarta-feira, 18 de julho de 2012
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Não me convidaram
Teve uma ACE que mandou um curioso bilhete à gerencia. Nele ela afirmava que se sentia injustiçada pois suspeitava que uma série de moças do PA (meninas e senhoras), teriam se oferecido ao então supervisor em troca de privilégios.
Não sei, mas isto está me parecendo inveja, talvez ela esteja querendo uns privilégios, ou talvez umas bimbadas do tal supervisor.
O fato é que pelo que nós conhecemos do supervisor em questão, tudo isso não passa de uma piada.
Além do mais, nós ACEs somos os profissionais mais fiéis de toda a prefeitura, juro pela sua mãe!
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Barraco!
Minha patroa sempre diz que onde trabalham muitas mulheres juntas sempre sai confusão. Não é bem assim. Aqui na "dengue" trabalhamos todos misturados e sai confusão o tempo todo.
Ok, isso também não foi uma boa defesa, mas se analizarmos, as mulheres só estão envolvidas em 90% dos barracos. Só! Nos outros 10% geralmente tem algum boiola no meio.
Sexismo a parte, a verdade é que ACE costuma brigar por praticamente qualquer coisa, até por mariola. Eu só comecei falando sobre as meninas porque tem surgido uns boatos no mínimo curiosos por aí.
Num certo posto de saúde rolou um barraco por causa de uma agente que havia sido designada para ser supervisora substituta e uma outra, por não sei qual motivo, começou a acusá-la de estar supostamente trocando favores com o Supervisor e o Geral (favores sexuais). O pior é que o stress ocorreu bem no meio do posto lotado, diante de pacientes, enfermeiros, funcionários e médicos. Perdão, não haviam médicos no posto de saúde, como sempre. Mas foi um tremendo barraco, quase que sai todo mundo na porrada e a turma ficou no maior constrangimento.
Minha filha, roupa suja se lava em casa, se não vai com a cara da outra chama ela num canto e resolvam-se, ou então pega ela no tapa lá fora!
Ok, isso também não foi uma boa defesa, mas se analizarmos, as mulheres só estão envolvidas em 90% dos barracos. Só! Nos outros 10% geralmente tem algum boiola no meio.
Sexismo a parte, a verdade é que ACE costuma brigar por praticamente qualquer coisa, até por mariola. Eu só comecei falando sobre as meninas porque tem surgido uns boatos no mínimo curiosos por aí.
Num certo posto de saúde rolou um barraco por causa de uma agente que havia sido designada para ser supervisora substituta e uma outra, por não sei qual motivo, começou a acusá-la de estar supostamente trocando favores com o Supervisor e o Geral (favores sexuais). O pior é que o stress ocorreu bem no meio do posto lotado, diante de pacientes, enfermeiros, funcionários e médicos. Perdão, não haviam médicos no posto de saúde, como sempre. Mas foi um tremendo barraco, quase que sai todo mundo na porrada e a turma ficou no maior constrangimento.
Minha filha, roupa suja se lava em casa, se não vai com a cara da outra chama ela num canto e resolvam-se, ou então pega ela no tapa lá fora!
sábado, 16 de junho de 2012
Quebrando o gelo
Certa vez a turma estava planejando comemorar o aniversário do Supervisor Geral com um bolinho no PA. Claro que temos que admitir que também era um pretexto para ninguém ir para o campo a tarde. Pois bem, todos concordaram e começaram então os preparativos. Alguém traria o bolo, outro o refrigerante e assim por diante.
Acontece que a geladeira do PA fazia muito gelo e não estava dando espaço para guardar os refrigerantes no congelador. Foi então que um colega nosso, que aqui chamarei de Santiago, se prontificou para quebrar o gelo. Empunhou sua picadeira e partiu pra dentro da geladeira como se fosse enfrentar um verdadeiro leão.
Da sala do PA se ouviam os sons de golpes que partiam da copa, de tão animado que o ACE estava com sua nova função. De repente ouviu-se um barulho de algo estourando e os gritos de Santiago pedindo socorro.
Tamanha era a determinação de Santiago em quebrar o gelo que ele estava batendo com a ponta da picadeira e furou a geladeira. A copa parecia uma nuvem com todo aquele gás de geladeira escapando na cara dele e o coitado desesperado tentando tapar o buraco com o dedo.
Em resumo, ficamos sem geladeira. Arranjamos um balde e pusemos ali os refrigerantes aproveitando o gelo que tiramos do congelador.
Durante a comemoração comentamos o ocorrido e rimos. E não é que o esperto foi tentar quebrar o gelo do balde com a picadeira novamente, errou o gelo, atingiu uma garrafa de refrigerante e foi aquele jato de refrigerante até o teto do PA.
Até hoje ninguém nunca mais deu uma picadeira nas mãos dele.
Acontece que a geladeira do PA fazia muito gelo e não estava dando espaço para guardar os refrigerantes no congelador. Foi então que um colega nosso, que aqui chamarei de Santiago, se prontificou para quebrar o gelo. Empunhou sua picadeira e partiu pra dentro da geladeira como se fosse enfrentar um verdadeiro leão.
Da sala do PA se ouviam os sons de golpes que partiam da copa, de tão animado que o ACE estava com sua nova função. De repente ouviu-se um barulho de algo estourando e os gritos de Santiago pedindo socorro.
Tamanha era a determinação de Santiago em quebrar o gelo que ele estava batendo com a ponta da picadeira e furou a geladeira. A copa parecia uma nuvem com todo aquele gás de geladeira escapando na cara dele e o coitado desesperado tentando tapar o buraco com o dedo.
Em resumo, ficamos sem geladeira. Arranjamos um balde e pusemos ali os refrigerantes aproveitando o gelo que tiramos do congelador.
Durante a comemoração comentamos o ocorrido e rimos. E não é que o esperto foi tentar quebrar o gelo do balde com a picadeira novamente, errou o gelo, atingiu uma garrafa de refrigerante e foi aquele jato de refrigerante até o teto do PA.
Até hoje ninguém nunca mais deu uma picadeira nas mãos dele.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
O que é que a Baiana tem?...
Havia um ACE em um PA onde trabalhei que era uma figuraça. Eu o chamarei aqui pelo pseudônimo de Juruna.
Pois bem. Juruna era o tipo do cara machista, que se dizia pegador, garanhão e tal. Sempre voltava do campo contando vantagens de que tinha visto alguma mulhergostosa bonita lhe dando mole. Em geral não acreditávamos nas suas anedotas.
Dizia ele que estava namorando uma baiana linda e maravilhosa. Nós nunca soubemos o real nome dela, por isso até hoje só a conhecemos como Baiana, mas a sua existência foi comprovada, para o desespero do próprio Juruna.
Foi num dia chuvoso, não tínhamos o que fazer a não ser ficar no PA jogando conversa fora. Subitamente manifesta-se em nossa porta uma estranha criatura trajando colete de futebol, um buço enorme, coçou a virilha, deu uma cusparada e chamou com uma voz grossa:
- Juruna! Vem cá!
Minto, ela não disse "Vem cá!", só chamou o nome e o Juruna atendeu prontamente indo todo cabisbaixo conversar com ela do lado de fora.
Ficamos todos perplexos ao testemunhar tal bizarra aparição em plena luz do dia e só depois de algum tempo é que fomos deduzir que aquela era a Baiana. "Linda e maravilhosa" só se for pra ele.
Foi muito cômico de ver o outrora tão marrento Juruna ali todo submisso ouvindo esporro da Baiana. Fazer o quê? Se ele dissesse algo que ela não gostasse era capaz de apanhar feio.
Mas eles se entenderam depois disso. Dizem até que eles estão juntos até hoje.
O amor é mesmo lindo.
Pois bem. Juruna era o tipo do cara machista, que se dizia pegador, garanhão e tal. Sempre voltava do campo contando vantagens de que tinha visto alguma mulher
Dizia ele que estava namorando uma baiana linda e maravilhosa. Nós nunca soubemos o real nome dela, por isso até hoje só a conhecemos como Baiana, mas a sua existência foi comprovada, para o desespero do próprio Juruna.
Foi num dia chuvoso, não tínhamos o que fazer a não ser ficar no PA jogando conversa fora. Subitamente manifesta-se em nossa porta uma estranha criatura trajando colete de futebol, um buço enorme, coçou a virilha, deu uma cusparada e chamou com uma voz grossa:
- Juruna! Vem cá!
Minto, ela não disse "Vem cá!", só chamou o nome e o Juruna atendeu prontamente indo todo cabisbaixo conversar com ela do lado de fora.
Ficamos todos perplexos ao testemunhar tal bizarra aparição em plena luz do dia e só depois de algum tempo é que fomos deduzir que aquela era a Baiana. "Linda e maravilhosa" só se for pra ele.
Foi muito cômico de ver o outrora tão marrento Juruna ali todo submisso ouvindo esporro da Baiana. Fazer o quê? Se ele dissesse algo que ela não gostasse era capaz de apanhar feio.
Mas eles se entenderam depois disso. Dizem até que eles estão juntos até hoje.
O amor é mesmo lindo.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Cavalo-de-pau na ponte
Um camarada, chamaremos ele aqui de Obama, nos contou o seguinte causo:
Em 1969, estava ele indo para o trabalho no Centro, dirigindo um fusca. Vinha de Madureira e, como estava atrasado, acelerou a 130km/h na Avenida Brasil.
Quando chegou ao bairro do Caju, Obama se confundiu com as placas e acabou pegando a Ponte Rio Niterói. Ao perceber que havia errado o caminho, acelerou ainda mais chegando a 180km/h. Com um fusca! Pensou: "Eu vou lá, faço o retorno rapidamente e volto pro Rio.".
Mas Obama se esquecera do pedágio. Quando viu que se aproximava da praça do pedágio, lembrou que não teria dinheiro para pagar. E agora?
Foi aí que ele exclamou:
- Não vou pagar merda de pedágio nenhum!
Acelerou mais o seu fuscão e deu um cavalo de pau de tal maneira que saltou sobre a mureta e foi parar na pista que volta para o Rio.
Impressionante! Arrepia os cabelos só de imaginar! Virou meu herói!
Uma manobra dessas com um fusca na Ponte em 1969... Peraí!
A Ponte foi inaugurada em 1974!
Assinar:
Postagens (Atom)




