terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Cavalo-de-pau na ponte

As vezes nós escutamos dos nossos colegas umas historinhas, digamos, meio difíceis de acreditar. Mas a gente está aí pra tudo. Temos que aprender principalmente com os mais velhos.
Um camarada, chamaremos ele aqui de Obama, nos contou o seguinte causo:
Em 1969, estava ele indo para o trabalho no Centro, dirigindo um fusca. Vinha de Madureira e, como estava atrasado, acelerou a 130km/h na Avenida Brasil.
Quando chegou ao bairro do Caju, Obama se confundiu com as placas e acabou pegando a Ponte Rio Niterói. Ao perceber que havia errado o caminho, acelerou ainda mais chegando a 180km/h. Com um fusca! Pensou: "Eu vou lá, faço o retorno rapidamente e volto pro Rio.".
Mas Obama se esquecera do pedágio. Quando viu que se aproximava da praça do pedágio, lembrou que não teria dinheiro para pagar. E agora?
Foi aí que ele exclamou:
- Não vou pagar merda de pedágio nenhum!
Acelerou mais o seu fuscão e deu um cavalo de pau de tal maneira que saltou sobre a mureta e foi parar na pista que volta para o Rio.

Impressionante! Arrepia os cabelos só de imaginar! Virou meu herói!

Uma manobra dessas com um fusca na Ponte em 1969... Peraí!
A Ponte foi inaugurada em 1974!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Rabinho

Certo dia um colega nosso visitava um edifício comercial com vários escritórios, chamarei-o aqui de Mickey.
Na época vistoriava-se todas as salas e apartamentos. Ou foi num bloqueio? Não lembro. Só sei que o Mickey teria que vistoriar todo o prédio.
Foi lá ele, em sua rotina diária, do décimo ao primeiro andar, vistoriando pratinhos de plantas, ralos (mesmo quando desnecessariamente), e dizendo sempre as mesmas coisas para todo mundo.
Mas de repente, a partir mais ou menos do oitavo andar, Mickey começou a perceber que a atitude das pessoas em relação a ele havia mudado.
Normalmente a maioria das pessoas nos olha de cara feia, tipo: "-lá vem aqueles chatos de novo". Mas agora as pessoas o estavam atendendo com sorrisos e por onde ele passava, as moças davam risinhos e sussurravam entre elas.
Aí o Mickey se sentiu o gostosão. E falava, gastava o tempo, piscava pras meninas, e todos riam e o achavam o máximo.
Só quando ele chegou ao primeiro andar é que ele foi ver o porquê.
Acontece é que quando ele estava lá no oitavo andar vistoriando um banheiro, um rolo de papel higiênico se enganchou na sua bolsa e conforme ele ia andando ia arrastando um "rabo" de papel.
Realmente as meninas não estavam rindo para ele.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Cadê a kombi?

Um amigão nosso, motorista, que aqui eu o chamarei de Barney, estava todo animado para participar da nossa confraternização de fim de ano.
Ao terminar o expediente ele levou a kombi do serviço para a garagem, guardou-a, e de lá pegou uma carona para ir direto ao local da festa.
Foi uma festa muito boa, todo mundo se divertiu bastante.
Mas ao final da festa, Barney estava meio nervoso pois ele não estava conseguindo encontrar a kombi.
Ele se esqueceu completamente de que viera de carona para a festa.
Como o colega que o trouxe de carona já havia partido e ninguém viu quando ambos chegaram, todos acreditaram que a kombi havia sido roubada.
Que sacanagem! Roubaram uma viatura da prefeitura!
Só havia uma coisa a fazer: chamar a polícia.
E lá foi o Barney para a delegacia prestar queixa sobre o suposto roubo da viatura. Fez o boletim de ocorrência, disse que era autoridade da vigilância em saúde, que isso não se faz, que era um desrespeito com a saúde pública. Enfim, quase chorou.
Tudo isso para, no dia seguinte, ele abrir a garagem e encontrar a kombi estacionada lá, do mesmo jeito que ele havia deixado.
Aí a memória voltou.
E Barney teve que voltar a delegacia para retirar a queixa e dizer que tudo não passou de um mal entendido.
Só não sei o porquê de ele ter demorado tanto na delegacia. No mínimo tomou um esporro federal.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

1746

Quando vamos atender reclamações, vamos preparados para encarar as mais diversas situações, mas nem sempre nos deparamos com um problema de verdade.
Muitas vezes as reclamações são apenas resultado de rixas entre vizinhos. Outras vezes o reclamante está apenas preocupado em nos manter ocupados, é o popular "só pra encher o saco". E tem aqueles que nos chamam para dar sugestões no mínimo inusitadas.

Uma vez uma ACE foi atender uma reclamação e quando lá chegou o morador queria que ela tapasse um valão (isso mesmo tapar um valão!) e que ali a prefeitura poderia até construir um estacionamento para ganhar dinheiro. Agora vejam só isso, um contribuinte que se preocupa em ajudar os políticos a ganharem dinheiro. Sugestão anotada.

Teve um cidadão genial que sugeriu que para acabar com a dengue a prefeitura deveria comprar 10 mil maçaricos, apontar para os bueiros e acendê-los todos ao mesmo tempo. Brilhante!! Como se já não tivéssemos bueiros explodindo o suficiente. Certamente isso acabaria com a doença já que não haveriam mais pacientes para serem infectados. Esse cara deve ser argentino.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Faz o quatro aí

Aconteceu num carnaval.
Fomos convocados para fazer panfletagem durante o desfile de um bloco e lá estávamos nós. Caixas de panfletos, ventarolas, gente bêbada, banheiros químicos, camisinhas, enfim aquele inferno lindo que é o carnaval.
Isso tudo sem falar ainda do calor. O maçarico de São Pedro estava ligado.
Nesse clima todo e no meio da multidão, realmente não dá para controlar todo mundo e alguns camaradas não resistiram a tentação de beber uma cerveja geladinha para espantar o calor.
Só não pode exagerar na dose como é o caso de um amigo nosso que eu chamarei aqui pelo singelo pseudônimo de Sócrates.
Havia um ponto de encontro e, quando nos reunimos, Sócrates chegou lá todo alegre e tropeçante.
Perguntamos:
- Sócrates, você está bêbado?
E ele respondeu com a voz embargada:
- Tô naoum, num tô naum.
Aí um colega disse:
- Faz o quatro aí se não estiver bêbado!
Aí o Sócrates botou as mãos nos joelhos e ficou de quatro.
Pronto! Foram duas confirmações de uma só vez.
Se bem que a gente já desconfiava dessas duas coisas e depois disso não houve mais dúvidas.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Boca de ostra

Tem uns colegas nossos que de vez em quando soltam umas pérolas que acabam se tornando históricas. Não é querer desdenhar da inteligência de ninguém, afinal, sabemos que nem todos tem o mesmo acesso à cultura. Eu também falo e escrevo errado às vezes. Porém há frases que doem lá no fundo da mente.

Vou citar alguns exemplos:
O que você diria se ouvisse uma dessas frases?

"- É uma ladeira muito ingridi."
"- Eu si fudi."
 "- Ao invés de escrever Tempo Chuvoso escreva apenas TX."
"- Eu vejo vocês como um toldo."
"- Vocês são minhas seistemunhas."

E vai por aí. Não lembro te todas agora mas de qualquer forma é bom parar por aqui.
Hoje em dia botam a culpa toda na internet mas a maioria dos autores dessas frases são de épocas bem anteriores.

domingo, 23 de outubro de 2011

Enjaulado

A gente costuma muito reclamar da falta de material, das condições dos PAs, salários e tudo o mais. Com muita justiça, sem dúvida. Mas acreditem, isso aqui já esteve bem pior. Houve uma época em que nós não tinhamos sequer uniforme. Crachá então era algo mítico. E era nessas circunstâncias que a gente tinha que sair nas ruas para trabalhar.
Certa vez um colega nosso, que chamaremos aqui pelo pseudônimo de Maguila, foi fazer o reconhecimento dos quarteirões da sua área. E lá estava ele marcando um quarteirão quando foi abordado por um grupo de policiais que queriam saber exatamente o que ele estava fazendo ali.
Acontece que o muro que ele acabara de marcar com giz de cêra pertencia a um presídio.
No instante seguinte, Maguila se viu do lado de dentro daqueles muros, sendo interrogado por vários policiais e tentando desesperadamente encontrar uma forma de provar que era funcionário da prefeitura e que focinho de porco não é tomada.
 Maguila se explicou, disse quem era, mas sem uma identificação decente e usando apenas a camiseta do uniforme e a bolsa, não colou.
Já estavam quase levando o Maguila para a jaula, mas eis que finalmente ele encontra no fundo de sua carteira, um contracheque que confirma a sua história e lhe salva a pele.
Por pouco a sua atitude insensata não lhe rendeu mais do que um susto. Porém o boato que corre é que ele até se casou lá dentro do presídio.