terça-feira, 11 de outubro de 2011

O Pegador

Quando vamos visitar essas empresas enormes nunca sabemos ao certo o que esperar. Às vezes nos damos muito bem. Mas esse não foi o caso de um amigo nosso.
Vou chamá-lo aqui de Arnold.
Pois bem, Arnold estava trabalhando em um quarteirão onde havia uma dessas grandes firmas. Naturalmente ele foi até a portaria, se identificou, explicou sete vezes o que iria fazer lá, houve aquele habitual e irritante jogo de empurra-empurra pra ver quem deveria acompanhá-lo. Nisso já se passara quase meia hora e Arnold já começava a se desanimar e pensava em ir embora. Foi quando surgiu a moça da faxina que o acompanharia.
Era uma moça simpática, comunicativa e tinha lá seus encantos. Encantos esses que o Arnold reparou logo de cara.
Começaram então a vistoriar o imóvel. Enquanto faziam a vistoria eles conversavam animadamente e Arnold percebeu que ela lhe dava condições de aproximação. Se ainda há pouco ele queria sair o mais rápido possível, agora ele passaria o dia inteiro ali.
Havia um jardim que ficava um pouco mais isolado da firma. Então, tomado por um impulso primitivo conferido por uma descarga massiva de testosterona, Arnold começou a pensar consigo mesmo "Eu tenho que dar uns amassos nessa mulher e vai ser alí mesmo". Pediu a ela que o levasse lá mas o jardim estava trancado e ela precisaria pegar a chave com seu supervisor.
Foram até o supervisor, Arnold pediu a chave, o supervisor virou-se para uma porta e gritou:
- Ô Valdemar! Traz as chaves do jardim e acompanha esse rapaz da dengue lá!
Surge então o tal do Valdemar, um negão com o dobro do tamanho e largura do Arnold, passou pela porta quase entalando.
A mocinha linda sumiu e Arnold não teve outra alternativa senão ir visitar o jardim com o Valdemar.
O que aconteceu depois disso ninguém sabe ao certo, só ficaram as especulações.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Bravos, fiéis e destemidos

Amigos, me desculpem pela baixa atividade recente do blog. Passei por alguns momentos difíceis além de estar empenhado em alguns projetos pessoais e paralelos. Mas não vamos deixar a peteca cair. Continuarei com esta ousada missão de divulgar os nossos bravos causos.
Aproveito esta postagem para esclarecer uma dúvida costante que é sobre o nome do blog. Todos nós sabemos que agora somos chamados de AVSs, mas o blog continuará sendo ACEs Adventures porque desde o começo sempre fomos ACEs. Nos dão crachás e uniformes de AVS mas se formos à prefeitura e perguntarmos quem somos, a resposta será ACE.
E mesmo que a nomenclatura mude de forma oficial, agora já é tarde, somos quem somos e já sabemos quem somos e sabemos qual é o nosso papel nesse rolo todo.
Afinal, nome por nome, a SMSDC já foi SMS e pode voltar a ser chamada assim ou se tornar uma outra sigla qualquer, só depende dos governantes.
Criei o blog para a minha própria diversão e a de meus amigos, não estou vinculado a nenhuma instituição e não insulto a ninguém.
Mas por enquanto é só. Infelizmente hoje não teve nenhuma estórinha, mas em breve terá, apenas aguardem.

sábado, 3 de setembro de 2011

Asqueroso

O asseio pessoal é algo de relevante importância no nosso dia a dia. Vivemos em uma sociedade civilizada e para sermos aceitos se faz necessário que estejamos bem apresentáveis de acordo com os costumes locais. Além disso, o asseio pessoal também nos protege de infecções e faz bem para a auto estima das pessoas. Trata-se de uma prática saudável.
Entretanto, há algumas pessoas que parecem não concordar com isso. São os conhecidos amigos da sujeira e inimigos do sabão.
Eu conheço um ACE assim. O cara é feio de doer as vistas, só anda maltrapilho, é chato pra caramba e é cheio de manias esquisitas. Ele acha normal, por exemplo, enfiar a mão dentro das calças para coçar o saco na frente de todo mundo. E fica indignado se a gente se recusar a apertar a mão dele depois.
É por causa desse comportamento "nobre" que eu o chamarei aqui de Principe Charles. Ao lado temos a imagem de um possível ente próximo da criatura.
Reza a lenda que este ser exótico, o Principe Charles, foi extraído da camada pré-sal e é o resultado do cruzamento entre um leão marinho e o Capitão Caverna. Ele foi encontrado pela Comlurb em um terreno baldio, muito à vontade por sinal, e logo foi adotado como mascote. Depois de não aguentarem mais as inconveniências do animal tentaram se livrar dele dando-lhe um cargo de supervisor de turma de ACEs. E foi assim que ele veio parar aqui, para nossa infelicidade.
Lembro que uma vez nós tentamos melhorar o aspecto do sujeito. Pegamos ele de surpresa e cortamos-lhe os cabelos, que naquela altura pareciam um ninho de ratos, dava até medo. Mas não adiantou muito. É como dar banho em um cachorro e depois soltá-lo no quintal, o bicho se esfrega na terra para se sujar de novo.
Não tem jeito.